José Queiroz deve estar rindo a toa, ele não está mais fazendo tanto esforço para lutar contra os professores, nada melhor em um combate, que seu oponente destrua a si mesmo. Está vencendo sem esforço nenhum.

Nos últimos meses, o foco da valorização da carreira docente e melhoria da educação se transformou em quem deve prover esses avanços. Fica a primeira dúvida, se os soldados são os mesmo, renomear o batalhão vai mudar o que? Não vai mudar nada, porque são os saldados que decidem, neste batalhão não existe ordem superior, não existe um que mande, todos mandam!

Seja sindicato A, B ou C, ou todo o alfabeto de tentativas, quem manda são os professores, mas só mandam se seu pensamento for verbalizado. E está aí o perigo real e imediato, se não falamos, não podemos cobrar depois. A categoria é quem delibera, se não há proposta, não há ação. Não adianta calar quando algo está incomodando, é preciso pegar o microfone e falar, se todos que não querem falar de suas insatisfações ao microfone resolverem criar um sindicato, então, estamos brigando por todos ou por um?

A pouco mais de 1 ano, brigávamos por nosso direitos, parecíamos um todo, mas hoje, não existe um todo, a grande maioria dos professores e o prefeito, assistem a uma exposição publica do desentendimento pela falta de simplesmente falar o que pensa. Sindicato B ou C não vão fazer diferença nenhuma, porque quem manda não é quem está no sindicato, e sim, quem faz o sindicato.

Não há ninguém melhor do que você mesmo para lhe representar, ninguém deve levantar a bandeira que é melhor que os outros, seja quem está ou quem quer ser o representante da categoria, porque este não decide. Qualquer professor tem capacidade de representar a si e em proposta de assembleia a categoria.

As insatisfações devem ir a discussão geral e não ficar nas redes sociais. Quando foi questionado que os processos judiciais referentes ao PCC e ao Piso não estavam resultando em vitórias, levantou-se a proposta de procurar um especialista que ficasse dedicado a estas causas, proposição colocada, discutida e aceita pela categoria, agora a segunda e terceira dúvidas, se há a intenção de um sindicato exclusivo para os professores, porque não levar uma proposta, discutir e deliberar? Porque expor para mídia, a população e ao prefeito o que poderia ser discutido em assembleia, dentro de casa?

Falta de diálogo! Se não há diálogo, se guardamos o que pensamos e deixamos de falar no lugar certo, não devemos ir para outros lugares, como as redes sociais, expor o que não temos coragem de falar presencialmente.
Ninguém será ridicularizado ou impedido de discutir os melhores caminhos para os professores, a exemplo, a importância de um sindicato exclusivo.

Os efeitos da falta de diálogo estão aí, a imprensa discutindo a divisão da categoria e mostrando a população a fama de desunidos. O prefeito rindo a toa, porque agora só tem problemas de ruas sem calçamento e esgoto vazando para resolver. Nem no aniversário de Caruaru houve ato, o foco da luta pelo professor parece que foi esquecido.

Proponho que as insatisfações sejam expostas na próxima assembleia e nas que virão e que haja o debate, seja qual for, que seja feita a renovação total das pessoas que participam das reuniões com a prefeitura, todos tem as mesmas condições de debater e de representar a categoria, a renovação vai dar novo fôlego e novas ideias.

O que não podemos, é deixar a prefeitura de Caruaru tratar a educação municipal com desrespeito e descaso, não precisamos dar munição para nosso oponente.
© Copyright 2000 - 2014 SISMUC Regional - Todos os Direitos Reservados - É proibida a cópia total ou parcial deste site sem autorização de seus administradores

Desenvolvido por AgênciaNET e ATONA mídia